os gajos continuam a comprar camisolas dos equipamentos de futebol
Uma conversa num banco de jardim enquanto se comem torradas e café com leite
terça-feira, 30 de setembro de 2014
domingo, 28 de setembro de 2014
O lixo de um homem é o tesouro de outro
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
Lógicas masculinas
À noite o gajo diz-me que vai jogar até tarde, porque há um não sei quê todo especial essa noite.
Digo-lhe: "amanhã quero pequeno-almoço na cama para compensar o frio que vou passar"
Comi pintarolas de pequeno-almoço
segunda-feira, 15 de setembro de 2014
Fecho das escolas
Tenho assistido nos últimos tempos a notícias de fechos de escolas, ora porque tem poucos alunos e mandam os que ficam para mega agrupamentos, ora por falta de condições em termos de infraestruturas.
A última década tem sido dramática para as taxas de natalidade, arrasadora mesmo, a população activa emigra e tem filhos fora, os mais idosos já não tem crianças e os muito novos já nem sequer nascem aqui e muitas das vezes nem tem a "portugalidade" no sangue, já são educados fora e não querem vir para um país envelhecido e em crise.
Eu queria muito entender a passividade governamental neste assunto. Arrisco dizer que o fecho das escolas é a ponta do iceberg e já é uma ponta bastante preocupante.
Portugal é um país pequenino, somos orgulhosos mas pequenos, temos fado, natas e vinho do porto mas não temos jovens ou adultos.
Os jovens que saiem do país já saiem de orgulho ferido, na maioria das vezes já são filhos e netos de pessoas que tiveram que sair do país em busca de algo melhor, esses já não pensam voltar, ou veêm essa possibilidade como uma miragem.
Os jovens que ficam pensam e repensam antes de largar a casa dos pais seja porque são o sustento dos pais (sim há casos assim) seja porque não tem como sustentar-se sozinhos/em casal, ter filhos então? Opção guardada na gaveta à espera de dias melhores.
E depois perguntamo-nos onde estão as crianças, e a resposta é "apenas em desejo na maioria".
Portugal deveria ser um caso de estudo, falo sério, a carga fiscal é gigante, os salários são dos mais baixos da europa e devido à carga fiscal o poder de compra é um absurdo de pequeno, eu pergunto-me cada dia, como é que se vive? Não se vive. A alimentação é cara e faz-se o possível, a saúde não está ao alcance de todos e portanto vai-se adiando, a educação essa só para quem pode, a cultura.. esperem lá mas isso existe? A realidade é que a cultura definha, não há para o pão como haverá para o circo?
Voltando ao início, sou uma jovem ainda, das de 20 anos, saí de Portugal à ano e meio quase dois, os meus pais ficaram e só aguardam oportunidade para sair do país, planeio ter filhos dentro de alguns anos, mas os meus planos não passam por Portugal. Questiono-me unicamente se aplaudir a coragem ou se rir-me da insanidade que é ser mãe/pai em Portugal
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
A J.
Já no 9• ano dava-me bem com a J. , deus como eu admiro a J. até hoje. A J. era racional, a J. tinha uns caracóis que odiava e que eu sempre quis dizer-lhe o quão bonitos eram. A J. estudava muito e queria ir para a faculdade como a irmã. A J. não gostava do corpo dela porque todas as revistas lhe diziam que aquele não era o tamanho certo. Quantas vezes eu lhe quis dizer que ela era perfeita, quantas vezes lhe quis dizer que ainda guardo estojo cor de rosa em forma de ursinho que ela me deu pelo aniversário com a lembrança da comunhão que citava uma frase do princepezinho escrito pela mão dela. Quantas vezes lhe quis dizer o quanto a admirava e as palavras nunca me saíam.
Quantas vezes eu guardei moedas para juntar e oferecer-lhe umas all stars brancas ou azuis escuras esperando que ela se sentisse bonita, como se uns ténis fossem mágicos a ponto de a fazer esquecer anos e anos de mentiras que a publicidade lhe meteu na cabeça. Não sei muito da J. hoje em dia, creio que conseguiu a faculdade. Espero que mantenha os caracóis e que um dia me desculpe pelo que quer que seja que eu fiz ou disse e que nos separou. Espero que com ou sem ténis "mágicos" ela tenha conseguido ser feliz consigo mesma, porque no final só nos temos a nós próprios.
domingo, 31 de agosto de 2014
O gajo que queria ser prostituto
- não sei para que é tanta discussão acerca da prostituição, queria eu que me pagassem para fazer sexo várias vezes ao dia.
- fazias sexo oral aquela mulher
- e tu pensas que todos os gajos que visitam as prostitutas são asseados e bem parecidos ou achas q elas ganham mais de um milhão de euros por cada serviço a um fulano asqueroso?
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
A fome invisível
Aqui há dias numa conversa alguém me diz:
- ninguém aponta uma arma à cabeça de outra pessoa e a obriga a emigrar, a pessoa vai porque quer.
Eu digo:
- ninguém aponta armas mas há muita gente a passar fome e a ver os seus descendentes a passar fome, e enquanto uma pessoa por si própria ainda pode ser que aguente quando mete filhos/dependentes já muda muito, já não é tão suportável.
Ao que me respondem:
- na minha família aprendia-se que se não havia carne era peixe, se não havia peixe comia-se sopa
Ao que eu digo:
- e quantos casos há em que nem verduras há para a sopa ou gás para o fogão? Não são casos assim tão raros
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Digam-me de vossa justiça, eu vejo casos críticos a mais ou há mais gente alienada do mundo?
quarta-feira, 20 de agosto de 2014
Dietas milagrosas
Conheci uma mulher de 40/45 anos, um filho de 20 anos outro de 8/9, trabalho incerto, divorciada. Alguns diálogos com ela:
Ela: queria tanto ter um tempinho para caminhar a ver se perdia algo
Eu: pode sempre ir ao chegar a casa ou depois do jantar
Ela: ai isso não, com quem é que ia deixar o menino?
Eu: pode levá-lo consigo
Ela: ai isso não, eu sei lá se não lhe irá fazer mal
(Todos os dias deitar aquele miúdo era uma guerra, por várias vezes ele fugia para a cama da mãe e ficava acordado até à 1 da manhã ou mais, e pela manhã conseguir levantá-lo às 7:30 era guerra semelhante)
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Ela: fui a uma nutricionista que me passou uma dieta nova, não paguei a consulta mas tenho que tomar as coisas que ela manda
Eu: parece-me bem, de alguma forma ela tem que obter o seu rendimento
(Passam uns dias)
Ela: deixei a dieta, já não tinha dinheiro para comprar aquelas coisas (granolas e alguns chás)
Eu: então e já tentou seguir a dieta mas com produtos semelhantes comprados em supermercado? (Uma caixa de granola de 500gr dessa nutricionista saía à volta de 12€ num supermercado sai por cerca de 3/4€ por exemplo)
Ela: mas eu aí não tenho garantia que funciona do mesmo jeito
Eu: sim mas à partida será mais saudável do que voltar às porcarias que comia antes
Ela: mas se não tiver uma médica a quem mostrar os resultados não me sinto motivada
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Ela: vi umas dicas sobre uma dieta desintoxicante numa revista, vou seguir
Eu: tem noção que por muitas desintoxcações que faça, o importante era dar energia ao corpo de forma nutritiva e saudável para poder ir perdendo peso ao longo do tempo, certo?
Ela: sim, mas pode ser que esta seja uma boa forma de começar a habituar o organismo a coisas saudavéis
Eu: sendo dessa forma acho óptimo
(Passam uns dias, encontro-a a comer aqueles bolos em forma de coração em massa folhada, com metade creme e a outra metade chocolate, acompanhados dum cafe com natas e chocolate)
Eu: então, está a fazer a refeição do lixo?
Ela: não, nada disso, cansei-me de comida feita a vapor sem sabor nenhum e de sumos que pareciam veneno de diabo
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Moral da história: quem quer arranja forma, quem não quer arranja desculpas
terça-feira, 19 de agosto de 2014
A pipoca doce e o arrumadinho (case study)
Vi por aí faz tempo um comentário, "a pipoca antes do marido era uma pobre coitada", "o arrumadinho antes da mulher era um desconhecido".
Questões retóricas
Que tipo de relação tendes vós? (Isto a quem tem um relacionamento estável)
Não é suposto numa relação saudável cada um puxar pelo outro e evoluirem os dois juntos?
Para quê tanto maldizer? Melhora em algo a vossa vida?
terça-feira, 12 de agosto de 2014
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
As pessoas infelizes
Aquela vizinha que passa o dia entre a janela de casa e a rua onde passeia o cão e o banco de jardim onde divide o que viu | ouviu | imaginou com as outras
Aquele vizinho que bate à porta de nossa casa duas vezes por dia para se queixar que falamos demasiado alto | do cão que temos | do tempo
Aquela "amiga" que só se lembra de ser frontal para nos criticar | recriminar | recomendar algo melhor
Aquele comentador anónimo que nunca traz nenhuma coisa boa
Aquela pessoa que coloca "que foto gira" no nosso perfil enquanto só pensa "raios te partam | devias casar com um frankeinstein ter filhos do shrek e ser mais feia que os bolos que eu tento fazer"
Aquela pessoa que é incapaz de responder a um bom dia com outro bom dia
Aquele que vai ao café só para dizer mal dos políticos
Aquela pessoa que pesa mais do que um camião TIR e sempre que te vê te recomenda um chá|sementes|creme novo
Muitas outras pessoas que todos nós reconhecemos e temos por perto apenas mudando os nomes, isto é só para dizer que quem traz más energias para a nossa vida as tem de mais nas delas, e portanto não vale a pena ter raiva ou chatear muito, mas pena, sim pena, porque só os infelizes é que tentam amargar as vidas alheias.
sábado, 9 de agosto de 2014
Podia dar para pior
Estou a fazer uma bolsa para a tablet...
A costurar...à mão
Com o tecido duma tshirt nunca antes usada
sábado, 26 de julho de 2014
Coisas que os estrangeiros não entendem
Pedido às gentes de design
Nunca façam embalagens de detergente da louça com plástico fraco.
Agarrar uma embalagem fraca com mãos molhadas de detergente acaba por dar sempre asneira.
terça-feira, 22 de julho de 2014
Preciso duma grande ajuda
quarta-feira, 2 de julho de 2014
Negócios
Estou em crer que o que antes muita gente sonhava era ter um café ou cabeleireiro.
Agora tem é lojas da Internet com produtos chineses comprados a preços de feira e vendidos a preços de loja.